Devemos entender o evento na conjuntura da época. O mundo estava no auge da Guerra Fria. Muitos tinham pavor do comunismo, outros queriam implantá-lo à força. Houve apoio popular, civil e militar para o Golpe, mas, em geral, não havia a percepção de que a ditadura implantada durasse tanto tempo.
Em dois de abril de 1964, o Presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a Presidência da República, por convocação do Congresso Nacional, que anunciou a vacância do cargo. Fica claro aqui a participação civil no Golpe.
Em 15 de abril de 1964, o marechal Humberto de Alencar Castello Branco assumiu a Presidência, por consenso entre os militares, para completar o mandato do presidente João Goulart. Essa escolha foi referendada pelo Congresso. Em 24 de julho de 1966, o mandato de Castello Branco foi prorrogado até 15 de março do ano seguinte.
O governo de Castello Branco promulgou novos atos institucionais, que ampliaram os poderes do Executivo, implementou o bipartidarismo (a ARENA e o MDB), o Plano de Ação Econômica do Governo, para contenção da inflação e crescimento da economia, unificou institutos previdenciários, cassou mandatos e suspendeu direitos políticos.
1967
Em fevereiro, o cruzeiro novo (NCr$) tornou-se a moeda nacional.
Em março, assumiu a Presidência o Marechal Arthur da Costa e Silva. Uma nova Constituição entrou em vigor e a liberdade de expressão foi reduzida.
1969 – Governo do General Garrastazu Médici, considerado o período mais duro da ditadura militar.
Nos anos '70, a censura onipresente resultou numa promoção da música estrangeira, que invadiu as rádios, e o cinema brasileiro transformou-se em uma caricatura de seu passado, com as pornochanchadas.
1974 - O General Ernesto Geisel assumiu a Presidência e iniciou o processo de abertura.
1979 - o General João Baptista de Oliveira Figueiredo assumiu a presidência, com a missão de entregar o governo aos civis.
Nessa época, muitos acreditavam que o Brasil seguia uma fase de milagre econômico, o que gerou uma megalomania nos militares, com projetos de imenso custo. Alguns, como Itaipu, foram importantes. Outros, como a rodovia Transamazônica e a Ferrovia do Aço, tornaram-se símbolos do desperdício.
O que poucos percebiam é que boa parte do "milagre" econômico era financiada com dinheiro emprestado de bancos estrangeiros. O Brasil entrou nos anos '80 com a missão impossível de pagar a dívida externa, que, com o aumento dos juros nos EUA, ficou cada vez maior. Resultado: inflação e paralisação de investimentos, que se transformaram em hiperinflação e caos econômico poucos anos depois. Também, do ponto de vista econômico, os militares deixaram o Brasil pior do que encontraram, apesar do considerável crescimento do PIB. Delfim Netto, que foi Ministro de Figueiredo, declarou, em entrevista de 2014, que o Brasil estava quebrado em 1979.
Nas eleições para governadores, em 1982, os candidatos da oposição, do MDB, saíram vitoriosos nas principais metrópoles.


Fonte: http://www.bahia-turismo.com/
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