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Aclamação do Rei Dom João VI, em 1818, vista do Largo do Paço, no Rio de Janeiro, por Jean Baptiste Debret, publicado em 1834 (Voyage pittoresque et historique au Brésil). |
Entre 1809 e 1817, Portugal assinou alguns acordos com a Inglaterra, que envolviam principalmente os domínios portugueses ultramarinos. Após a expulsão dos franceses, Portugal foi governado pelo general britânico William Carr Beresford, subordinado ao Príncipe Regente.
O Príncipe Regente gostou do Brasil e não mostrava sinais de querer retornar a sede da Corte para Lisboa. Em 16 de dezembro de 1815, ele assinou a Carta de Lei que elevou o Estado do Brasil à categoria de Reino e unindo-o aos seus demais reinos sob o título de Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves etc, formando um único corpo político. Nessa Carta Lei, o Rei faz referência ao Congresso de Viena, mas tudo indica que ele também buscava arrefecer os movimentos independentistas, pois, assim, o Brasil adquiria um status superior ao de Portugal, como Reino e sede da Coroa.
O Algarve (ou os Algarves) foi conquistado por Portugal, dos mouros, entre 1189 e 1249, e tornou-se um Reino do mesmo soberano português. Entretanto, Algarve nunca foi um reino independente. Na tradição dos tempos do Feudalismo, o rei era colocado acima da nação. Um monarca podia ter vários reinos e negociá-los no palco europeu como um patrimônio pessoal.
O novo Reino Unido incluía a Guiana Francesa, tomada pelos portugueses, em 1909, como represália à invasão de Portugal.
1816
Em 20 de março, morreu a Rainha D. Maria I. Entretanto, o Príncipe Regente somente foi coroado em 6 de fevereiro de 1818. Foi o primeiro rei coroado na América, em cerimônia no Rio de Janeiro, com o título de Dom João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves d'aquem e d'além mar em Africa etc.
A Carta de Lei, de 13 de maio de 1816, criou as Armas do Reino do Brasil, com uma esfera armilar de ouro em campo azul, alterando também o Escudo Real. Essa esfera armilar foi usada por D. Manuel I, no final do século 15, quando o Brasil foi descoberto, e era a representação do mundo celeste. Foi usada, desde o século 17, em brasões relacionados ao Brasil. Não há dúvida, que a atual Bandeira Nacional teve influência dessa antiga esfera armilar.
O Príncipe Regente iniciou os preparativos para a invasão da Banda Oriental do Uruguay, anexada ao Brasil, em 1821, como Província Cisplatina.
O governo trouxe estudiosos e artistas franceses, entre eles Jean Baptiste Debret, para retratar artisticamente o Brasil, seus eventos oficiais e incentivar as artes na nova sede do Império Lusitano.
1817
Eclodiu a Revolução de Pernambuco, buscando a formação de uma república independente. Instalou-se um governo provisório, mas foram derrotados.
Em 6 de novembro de 1817, realizou-se o casamento do Príncipe D. Pedro de Alcântara com a Arquiduquesa da Áustria, Maria Leopoldina, que faleceu em 11 dezembro de 1826.
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| O Obelisco de Salvador, em homenagem à chegada da Família Real na Cidade, vinda de Lisboa, em 1808. O Obelisco foi mandado erigir, em 1815, pelo Senado da Câmara da Bahia, durante o governo do Oitavo Conde dos Arcos, o último Vice-Rei do Brasil, então Governador da Bahia. O busto, em frente, é de D. João VI, doado pelo Governo Português, em 2008, na comemoração do bicentenário desse momento histórico. |
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| Recife, palco da Revolução Pernambucana de 1817, chegou a instalar um governo provisório. Foi o mais forte movimento independentista do Brasil, antes de 1822 e teve a participação de muitos baianos e outros nordestistas (ilustração de Robert Pearce, 1819). |
Fonte: http://www.bahia-turismo.com/



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