organização do Partido Republicano que inicialmente ganhou muitos adeptos em algumas províncias, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
1889 - Em 15 de novembro o alagoano Deodoro da Fonseca, então marechal do exército e veterano da Guerra do Paraguay, organizou um governo provisório e decretou o fim da Monarquia. Em seguida, instalou-se a República no Brasil.
1890 - convocou-se uma Assembleia Constituinte.
A população brasileira atingiu 14,3 milhões de habitantes.
1891 - Em 24 de fevereiro foi promulgada a primeira constituição republicana dos Estados Unidos do Brasil. O Presidente da República seria eleito pelo povo, mas apenas pelos cidadãos homens, maiores de 21 anos e alfabetizados. Ruy Barbosa foi o principal autor dessa Constituição.
Os alagoanos Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto são eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente do Brasil. Ao final de 1891, Deodoro da Fonseca dissolveu o Congresso.
Liderada pelo Almirante Custódio de Melo, a Revolta da Esquadra ameaçou bombardear o Rio de Janeiro, levando o presidente à renúncia em 23 de novembro de 1891 e conduzindo ao governo o vice Floriano Peixoto.
1892 - o Papa Leão XIII dividiu o Brasil em duas Províncias Eclesiásticas, a do norte, com sede em Salvador, e a do sul, com sede no Rio de Janeiro, através da bula Ad universas orbis ecclesias, de 27 de abril. Até então, existia apenas uma arquidiocese no País, a de São Salvador da Bahia, e todas as outras dioceses eram subordinadas a ela.
Foi organizada a Comissão Cruls para demarcação do território do novo Distrito Federal, construído décadas depois e inaugurado, em 1960, com o nome de Brasília.
1893 - Chegou ao Brasil, o renomado geógrafo francês Élisée Reclus, que levantou dados sobre o Brasil para o 19º volume de sua Nouvelle Géographie Universelle. Seu rico trabalho sobre o Brasil recebeu uma tradução para o português, publicada em 1900.
1894 - O paulista Prudente de Morais foi eleito presidente, o primeiro civil, e tomou pose em novembro desse ano. Assumiu com o País em grave crise econômica.
1896 - Guerra de Canudos
1897 – o Presidente decretou estado de sítio e o País continuou em grave crise econômica, com inflação elevada e grande dívida externa.
Afonso Pena, governador de Minas Gerais, inaugurou a Cidade de Belo Horizonte, com projeto Aarão Reis. Foi a quarta capital no Brasil a nascer de forma planejada, depois de Salvador (1549), Terezina (1852) e Aracaju (1855).
1898 - Campos Sales tomou posse como Presidente da República e promoveu a estabilidade econômica, com o aumento de impostos. A renegociação da dívida externa, envolvendo £ 8,6 milhões com o N.M. Rothschild & Sons, resultou na hipoteca das rendas das alfândegas brasileiras.
Os EUA, com as vitórias na Guerra Hispano-Estadunidense, passaram a ser vistos como a maior potência do Globo. Incorporaram territórios na Ásia, América e Oceania.
1899
Os conflitos nas terras do Acre, pelo domínio da extração do látex da borracha, tomaram grandes proporções. Era um território boliviano pelo Tratado de 1867. A borracha era o ouro da vez. A partir dos anos 1870, intensificou-se a emigração de brasileiros para aquela região, onde existiam seringueiras de boa qualidade. Eram cerca de 60 mil brasileiros e poucos bolivianos no Acre.
Em 5 de janeiro de 1899, a Bolívia estabeleceu um posto para cobrança de impostos em Puerto Alonso (atual Porto Acre). Em consequência, a arrecadação alfandegária do Estado do Amazonas ficou muito reduzida.
Em 10 de março, aportou em Belém a canhoneira a vapor USS Wilmington, um navio de guerra que carregava 16 canhões, com a desculpa de uma missão de instrução. Na verdade, buscavam informações comerciais sobre Iquitos, no Peru. Além disso, representantes dos EUA reuniram-se com representantes da Bolívia, em Manaus, onde estabeleceram as bases de um acordo que envolvia o Acre, contra os interesses brasileiros.
A Wilmington chegou em Manaus, em 23 de março, e, em 5 de abril, deixou furtivamente o Porto, à meia-noite e com os faróis apagados, conduzida por dois práticos contratados sem permissão da Capitania do Porto. Subiu o Rio Solimões, sem autorização brasileira, rumo a Iquitos. Posteriormente, as autoridades brasileiras divulgaram informações de que a autorização foi solicitada pelo Governador do Pará e concedida, mas chegou em Manaus no dia seguinte à partida da Wilmington.
Ao saberem do destino da Wilmington, os brasileiros se irritaram. Além disso, na Amazônia, existiam muitos empresários e trabalhadores europeus, principalmente alemães e ingleses, que viam os estadunidenses como concorrentes. Os europeus trabalharam para divulgar a entrevista do magnata e político britânico Cecil Rhodes (veja aqui, p.6), dada à Associated Press, em 2 de março de 1899, publicada em vários jornais do mundo. Rhodes declarou que era um dever dos Estados Unidos governar a América Central e a América do Sul, onde existiam governos bárbaros e incompetentes.
Em 30 de abril, os brasileiros assumiram o controle de Puerto Alonso e proclamaram a República do Acre. Em 1900, a Bolívia reconquistou o território, mas os conflitos continuaram.
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Posse constitucional do alagoano Manoel Deodoro da Fonseca, como Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, em 1891 (parte da tela do artista paraibano Aurélio de Figueiredo). |
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| O navio de guerra estadunidense USS Wilmington deixou furtivamente o Porto de Manaus, em 5 de abril de 1899, e entrou no Rio Solimões sem autorização brasileira, rumo ao Peru. Os EUA esboçaram acordos com a Bolívia, contra os interesses do Brasil na Questão do Acre (foto Marinha dos EUA). |
Fonte: http://www.bahia-turismo.com/


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